ligar só pra te dizer que
já li Simmel, Becker e Weber,
caí no sono sem perceber,
quando acordei, comi Ana Maria de brigadeiro
enquanto pesquiso sobre Gestalt,
olhar pra sua cueca preferida vestindo meu corpo
me emociona e me faz
ligar só pra dizer que
te amo.
Sunday, March 21, 2010
Wednesday, March 17, 2010
Wednesday, May 20, 2009
Para Romã, minha filha amada e querida
Para falar a sério
Tem que ser com a cara lavada
Para falar de madrugada
Só com linho e cachaça
Para falar o que você quer falar
Não adianta o telefone, nem e-mail, nem skipe, nem nada
Somente a transmissão de pensamento e tudo de bom, de bom
Que falta você faz, nessas noites de bobeira
Sem espelhos nem fumaça apenas seu olhar, teu corpo, seus cabelos
Uma vela acesa lá no fundo do quintal
Um banquinho para dois, um violão
E aquele mar de estrelas sob nossas cabeças
Como te esquecer? A tua cara triste, o teu sorriso, a sua manhã, seu dengo
Gata, menina, onde é que você está?
No verão da Bahia ou no frio em barão de Mauá
Deixa para lá, o outono ta aí
Minha velha guitarra ainda toca nossas canções
Nada nessa vida vale mais que você no meu coração
Um tom lilás para apaziguar todos problemas
Sozinho no Arpoador vendo o por do sol
Pensando em você
Um veleiro ao longe
O barulho das ondas do mar
Uma canção de ninar, no luar, lumiar...
Nordahl C. Neptune - 28/04/09
Tem que ser com a cara lavada
Para falar de madrugada
Só com linho e cachaça
Para falar o que você quer falar
Não adianta o telefone, nem e-mail, nem skipe, nem nada
Somente a transmissão de pensamento e tudo de bom, de bom
Que falta você faz, nessas noites de bobeira
Sem espelhos nem fumaça apenas seu olhar, teu corpo, seus cabelos
Uma vela acesa lá no fundo do quintal
Um banquinho para dois, um violão
E aquele mar de estrelas sob nossas cabeças
Como te esquecer? A tua cara triste, o teu sorriso, a sua manhã, seu dengo
Gata, menina, onde é que você está?
No verão da Bahia ou no frio em barão de Mauá
Deixa para lá, o outono ta aí
Minha velha guitarra ainda toca nossas canções
Nada nessa vida vale mais que você no meu coração
Um tom lilás para apaziguar todos problemas
Sozinho no Arpoador vendo o por do sol
Pensando em você
Um veleiro ao longe
O barulho das ondas do mar
Uma canção de ninar, no luar, lumiar...
Nordahl C. Neptune - 28/04/09
Friday, May 01, 2009
Poema-sonho
Enquanto durmo, escrevo meus melhores poemas.
Sai tudo redondinho, as metáforas, criativas, as palavras, certeiras,
Flecha bem no alvo.
Mas é só o vira-lata latir anunciando que a vida lá fora amanheceu,
E os olhos se abrirem espreguiçando-se,
Que correm todos, os poemas, pra debaixo da pálpebra
Ali, onde ficarão brincando com os meus sonhos de amanhã.
Sai tudo redondinho, as metáforas, criativas, as palavras, certeiras,
Flecha bem no alvo.
Mas é só o vira-lata latir anunciando que a vida lá fora amanheceu,
E os olhos se abrirem espreguiçando-se,
Que correm todos, os poemas, pra debaixo da pálpebra
Ali, onde ficarão brincando com os meus sonhos de amanhã.
Wednesday, April 01, 2009
Astronauta
Sonhei que você era astronauta,
que entre uma missão intergaláctica e outra,
voltava pra casa e me dava de presente
a estrela mais brilhante de todo Universo: nós dois.
(Fiquei tão feliz de achar esse poeminha solto num caderno!)
que entre uma missão intergaláctica e outra,
voltava pra casa e me dava de presente
a estrela mais brilhante de todo Universo: nós dois.
(Fiquei tão feliz de achar esse poeminha solto num caderno!)
Saturday, March 07, 2009
Dois
(Para Botika e Vitor Paiva)
Ali,
Sob a mesma luz.
Diante de mim.
Eram dois e ao mesmo tempo um só.
Dois que, quando juntos, se transformam
num Ser feito de lembranças, desejo e afeto
que pulsa dentro de mim.
Sob a mesma luz.
Um, festa de 15 anos,
Outro, meus 20 e poucos
Um, a expectativa e a verdade que só o tempo faz descobrir.
Outro, a surpresa do que nunca foi esperado.
Sonho e realidade, lado a lado.
Sob a mesma luz,
Enfim, irmãos.
Filhos do meu amor.
Ali,
Sob a mesma luz.
Diante de mim.
Eram dois e ao mesmo tempo um só.
Dois que, quando juntos, se transformam
num Ser feito de lembranças, desejo e afeto
que pulsa dentro de mim.
Sob a mesma luz.
Um, festa de 15 anos,
Outro, meus 20 e poucos
Um, a expectativa e a verdade que só o tempo faz descobrir.
Outro, a surpresa do que nunca foi esperado.
Sonho e realidade, lado a lado.
Sob a mesma luz,
Enfim, irmãos.
Filhos do meu amor.
Thursday, March 20, 2008
Descoberta
Antes que as sílabas fugissem da minha boca,
seus olhos me descobriram sem pestanejar
Porque se tem coisa que o corpo não sabe é mentir.
Eu já não sei se o verde do seu olho é seu mesmo
ou se é o meu dentro de você.
Entendi que muito antes de ser palavra,
Amor é mergulho, queda-livre no olho do outro.
Saturday, December 15, 2007
Contrato
- Dorme comigo?
Não fujo, me rendo.
Me rasga, me arranha,
Te mordo pra guardar na língua teu gosto.
No meu ouvido, sussurra o que eu quero ouvir,
sorrio de prazer e te agradeço:
- Também adoro você dentro de mim.
Enquanto dorme, te espio.
Naquele momento, te amo
e chego até a sonhar: perigo!
Me viro de lado e me deparo com um espelho
que me lembra as regras do jogo:
Entre nós só os lençóis
e, na manhã de chuva fina do dia seguinte,
dividimos apenas o guarda-chuva e o silêncio.
Não fujo, me rendo.
Me rasga, me arranha,
Te mordo pra guardar na língua teu gosto.
No meu ouvido, sussurra o que eu quero ouvir,
sorrio de prazer e te agradeço:
- Também adoro você dentro de mim.
Enquanto dorme, te espio.
Naquele momento, te amo
e chego até a sonhar: perigo!
Me viro de lado e me deparo com um espelho
que me lembra as regras do jogo:
Entre nós só os lençóis
e, na manhã de chuva fina do dia seguinte,
dividimos apenas o guarda-chuva e o silêncio.
Wednesday, September 26, 2007
Adeus
Entre sem bater
Me ame mesmo que doer
Perdoe meu punhal
Às vezes, é preciso sangrar
Das estrelas, engula o brilho
Chore doce, abrace a dor como um filho
Repouse em mim o seu pavor
Às vezes, é melhor morrer
Acenda a luz e estufe o peito
Na manga, ainda tem um ás:
Acorda pro amanhã, meu bem,
que o meu já não vem mais.
Me ame mesmo que doer
Perdoe meu punhal
Às vezes, é preciso sangrar
Das estrelas, engula o brilho
Chore doce, abrace a dor como um filho
Repouse em mim o seu pavor
Às vezes, é melhor morrer
Acenda a luz e estufe o peito
Na manga, ainda tem um ás:
Acorda pro amanhã, meu bem,
que o meu já não vem mais.
Friday, September 14, 2007
O sorriso que dá quando deixa em mim suas lágrimas, em gozos, extaziado,
é a armadilha em que mais desejo cair e que me abre feito céu de sábado.
Sou tua quando beijo o azul da tua alma-olho,
És meu quando ri me vendo dormir
Nossa cama, braços abertos em sussurros,
declarações delirantes, mas nem por isso sem valor
Pelo contrário, é por elas que nos despimos e somos somente Amor.
é a armadilha em que mais desejo cair e que me abre feito céu de sábado.
Sou tua quando beijo o azul da tua alma-olho,
És meu quando ri me vendo dormir
Nossa cama, braços abertos em sussurros,
declarações delirantes, mas nem por isso sem valor
Pelo contrário, é por elas que nos despimos e somos somente Amor.
Saturday, August 11, 2007
A tela em branco me encara como quem duvida dos meus pensamentos. Sou eu, ela e a voz da canção que canta dentro de mim.
Mais um cigarro, e outro, e nada.
Calor, tiro o casaco, ela continua me olhando. “Diz aí!”.
Penso com meus botões que só o que posso dá-la é o vento frio que entra pela janela, o meu saboroso gole d’água e o refrão compassado. O resto é todo meu, sensações e lembranças, rápidas demais pra virarem palavras. Carrossel colorido e preto-e-branco.
Deito na cama, fecho os olhos, ouço o burburinho da rua e engulo o meu próprio silêncio.
Ahhh, não cansa de mim? Pois até eu me canso! Ou seria principalmente eu me canso...
Tantas letrinhas, numerozinhos e sinaizinhos, não são o que eu preciso.
Como se escreve um assovio? E os lábios dele nos meus? Ou a dor gostosa das risadas de ontem?
É tudo de verdade demais pra se acorrentar.
Dou-me por vencida, te desligo e vou sonhar.
Mais um cigarro, e outro, e nada.
Calor, tiro o casaco, ela continua me olhando. “Diz aí!”.
Penso com meus botões que só o que posso dá-la é o vento frio que entra pela janela, o meu saboroso gole d’água e o refrão compassado. O resto é todo meu, sensações e lembranças, rápidas demais pra virarem palavras. Carrossel colorido e preto-e-branco.
Deito na cama, fecho os olhos, ouço o burburinho da rua e engulo o meu próprio silêncio.
Ahhh, não cansa de mim? Pois até eu me canso! Ou seria principalmente eu me canso...
Tantas letrinhas, numerozinhos e sinaizinhos, não são o que eu preciso.
Como se escreve um assovio? E os lábios dele nos meus? Ou a dor gostosa das risadas de ontem?
É tudo de verdade demais pra se acorrentar.
Dou-me por vencida, te desligo e vou sonhar.
Wednesday, July 11, 2007
Saudade
Do riso que faz a barriga doer
Do balanço que faz o pé tocar o céu
Do vento batendo no rosto
Das palavras que devia ter dito
Do beijo que não ganhei
Do porre pra esquecer o que passou
Dos abraços de amizade
Das mentiras ditas aos sussurros
Do grande amor que iria achar
Dos filhos ainda sonhos
Da barriga crescida
Do primeiro sorriso
Das lágrimas de desespero
Do cheiro de mesa posta
Das flores no túmulo
Sinto saudade do que vi e do que ainda não vivi.
Sinto saudade do que sou e do que nunca serei.
Sinto saudade da vida e da morte.
Sinto saudade.
Do balanço que faz o pé tocar o céu
Do vento batendo no rosto
Das palavras que devia ter dito
Do beijo que não ganhei
Do porre pra esquecer o que passou
Dos abraços de amizade
Das mentiras ditas aos sussurros
Do grande amor que iria achar
Dos filhos ainda sonhos
Da barriga crescida
Do primeiro sorriso
Das lágrimas de desespero
Do cheiro de mesa posta
Das flores no túmulo
Sinto saudade do que vi e do que ainda não vivi.
Sinto saudade do que sou e do que nunca serei.
Sinto saudade da vida e da morte.
Sinto saudade.
Wednesday, June 20, 2007
Queria ser o cigarro que manuseias com tanta destreza,
O vício sorrateiro que consome teu pulmão
A bala perdida que te alcança na esquina pra lembrar-te do dia em que perdida me deixou.
Sentirias o sangue quente na garganta feito o não-amor que me fere por dentro
E enfim morrerias arrependido por ter reencarnado na mesma vida que eu.
O vício sorrateiro que consome teu pulmão
A bala perdida que te alcança na esquina pra lembrar-te do dia em que perdida me deixou.
Sentirias o sangue quente na garganta feito o não-amor que me fere por dentro
E enfim morrerias arrependido por ter reencarnado na mesma vida que eu.
Friday, May 25, 2007
Quando ele vai embora
No mundo da Lua, com o coração na mão e as bochechas em brasa.
É assim que eu fico, quando ele vai embora.
É assim que eu fico, quando ele vai embora.
Friday, May 18, 2007
Nesses últimos dias, tenho encontrado tanta gente por acaso e mesmo que tais pessoas não sejam realmente próximos, achei bom ver rostos conhecidos no meio do turbilhão das ruas. Talvez esteja desacostumada com o movimento, as cores, a pressa da cidade. Tenho ficado muito tempo reclusa, usando a linguagem escrita em conversas virtuais e a falada com uma única pessoa que, graças a Deus, consegue entender a minha incapacidade de me expressar claramente. Não reclamo, não, estou feliz, serena, tá tudo bem. Mas não sei, eu tô tendo uma nova percepção das coisas/pessoas, tento usar à máxima potência meus sentidos para vivê-las de verdade. Como se fosse a primeira e última vez. Por isso o sorriso e olhar estranhos quando ando de ônibus, com a cabeça pra fora, sentindo o vento e tudo a minha volta. Por isso a vontade de tocar na saboneteira da minha avó em forma de Chaplin que tá ali há anos e eu nunca reparei de fato, de gravar a arrumação da mesa do almoço, a cor dos legumes cuidadosamente arrumados, do zelo da minha avó nos servindo, da voz alta da minha mãe, das asneiras que a minha irmã fala. É tudo tão intenso agora, sinto a história de cada objeto que toco, cada música que canto de olhos fechados e sei de cor, cada sorriso e palavras trocados. Recolho essa sensações como se fossem mudas e planto-as como flores no meu coração-jardim.
Thursday, May 17, 2007
Sunday, April 22, 2007
Se palavras pudessem ser trocadas, eu as trocaria pelo seu silêncio
Pelo silêncio mais cortante, que seja, contanto que pudesse ser meu,
Muito melhor que essas lembranças de letras que eu guardo à força,
resquícios de vontades e esperanças levadas na primeira ventania
O silêncio não, o silêncio tem o poder do seus olhos negros intensos
E eu o queria aqui, comigo, a me fitar e engolir.
Pelo silêncio mais cortante, que seja, contanto que pudesse ser meu,
Muito melhor que essas lembranças de letras que eu guardo à força,
resquícios de vontades e esperanças levadas na primeira ventania
O silêncio não, o silêncio tem o poder do seus olhos negros intensos
E eu o queria aqui, comigo, a me fitar e engolir.
Tuesday, April 03, 2007
Se o seu sorriso não fosse tão bonito,
Eu talvez não o quisesse pra mim
Se ao menos o seu cheiro me largasse,
Seria mais fácil não lembrar
Se você não coubesse certinho no meio dos meus peitos
Não seria tão perfeito
Mas é.
Eu poderia passar o resto dos meus dias contando todas as pintinhas do seu corpo.
E ainda assim, quando acabasse, fingiria ter perdido a conta só pra começar de novo.
De novo, de novo, de novo, de novo, de novo, de novo...
Eu talvez não o quisesse pra mim
Se ao menos o seu cheiro me largasse,
Seria mais fácil não lembrar
Se você não coubesse certinho no meio dos meus peitos
Não seria tão perfeito
Mas é.
Eu poderia passar o resto dos meus dias contando todas as pintinhas do seu corpo.
E ainda assim, quando acabasse, fingiria ter perdido a conta só pra começar de novo.
De novo, de novo, de novo, de novo, de novo, de novo...
Saturday, March 17, 2007
Lar, doce lar
Do meu coração descoberto,
sem abrigo ou teto,
Nem precisou arrombar porta,
porque porta já não tinha.
Ocupou a casa toda,
do banheiro à cozinha.
Mudou tudo de posição,
acabei indo dormir no colchão.
Até que um dia pensei "é agora!"
e te tranquei do lado de fora.
Do meu reino, voltei a ser rainha:
No coração coloquei fechadura, olho mágico e campainha.
sem abrigo ou teto,
Nem precisou arrombar porta,
porque porta já não tinha.
Ocupou a casa toda,
do banheiro à cozinha.
Mudou tudo de posição,
acabei indo dormir no colchão.
Até que um dia pensei "é agora!"
e te tranquei do lado de fora.
Do meu reino, voltei a ser rainha:
No coração coloquei fechadura, olho mágico e campainha.
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