Saturday, August 11, 2007

A tela em branco me encara como quem duvida dos meus pensamentos. Sou eu, ela e a voz da canção que canta dentro de mim.
Mais um cigarro, e outro, e nada.
Calor, tiro o casaco, ela continua me olhando. “Diz aí!”.
Penso com meus botões que só o que posso dá-la é o vento frio que entra pela janela, o meu saboroso gole d’água e o refrão compassado. O resto é todo meu, sensações e lembranças, rápidas demais pra virarem palavras. Carrossel colorido e preto-e-branco.
Deito na cama, fecho os olhos, ouço o burburinho da rua e engulo o meu próprio silêncio.
Ahhh, não cansa de mim? Pois até eu me canso! Ou seria principalmente eu me canso...
Tantas letrinhas, numerozinhos e sinaizinhos, não são o que eu preciso.
Como se escreve um assovio? E os lábios dele nos meus? Ou a dor gostosa das risadas de ontem?
É tudo de verdade demais pra se acorrentar.
Dou-me por vencida, te desligo e vou sonhar.

1 comment:

Carol Luisa said...

Bom,muito bom,Romã=)


Bjuxs=********