Para falar a sério
Tem que ser com a cara lavada
Para falar de madrugada
Só com linho e cachaça
Para falar o que você quer falar
Não adianta o telefone, nem e-mail, nem skipe, nem nada
Somente a transmissão de pensamento e tudo de bom, de bom
Que falta você faz, nessas noites de bobeira
Sem espelhos nem fumaça apenas seu olhar, teu corpo, seus cabelos
Uma vela acesa lá no fundo do quintal
Um banquinho para dois, um violão
E aquele mar de estrelas sob nossas cabeças
Como te esquecer? A tua cara triste, o teu sorriso, a sua manhã, seu dengo
Gata, menina, onde é que você está?
No verão da Bahia ou no frio em barão de Mauá
Deixa para lá, o outono ta aí
Minha velha guitarra ainda toca nossas canções
Nada nessa vida vale mais que você no meu coração
Um tom lilás para apaziguar todos problemas
Sozinho no Arpoador vendo o por do sol
Pensando em você
Um veleiro ao longe
O barulho das ondas do mar
Uma canção de ninar, no luar, lumiar...
Nordahl C. Neptune - 28/04/09
Wednesday, May 20, 2009
Friday, May 01, 2009
Zhuangzi
Enquanto durmo, escrevo meus melhores poemas.
Sai tudo redondinho, as metáforas, criativas, as palavras, certeiras,
Flecha bem no alvo.
Mas é só o vira-lata latir anunciando que a vida lá fora amanheceu,
E os olhos se abrirem espreguiçando-se,
Que correm todos, os poemas, pra debaixo da pálpebra
Ali, onde ficarão brincando com os meus sonhos de amanhã.
Sai tudo redondinho, as metáforas, criativas, as palavras, certeiras,
Flecha bem no alvo.
Mas é só o vira-lata latir anunciando que a vida lá fora amanheceu,
E os olhos se abrirem espreguiçando-se,
Que correm todos, os poemas, pra debaixo da pálpebra
Ali, onde ficarão brincando com os meus sonhos de amanhã.
Wednesday, April 01, 2009
Sonhei que você era astronauta,
que entre uma missão intergaláctica e outra,
voltava pra casa e me dava de presente
a estrela mais brilhante de todo Universo: nós dois.
(Fiquei tão feliz de achar esse poeminha solto num caderno!)
que entre uma missão intergaláctica e outra,
voltava pra casa e me dava de presente
a estrela mais brilhante de todo Universo: nós dois.
(Fiquei tão feliz de achar esse poeminha solto num caderno!)
Saturday, March 07, 2009
Os dois
Ali,
Sob a mesma luz.
Diante de mim.
Eram dois e ao mesmo tempo um só.
Dois que, quando juntos, se transformam
num Ser feito de lembranças, desejo e afeto
que pulsa dentro de mim.
Sob a mesma luz.
Um, festa de 15 anos,
Outro, meus 20 e poucos
Um, a expectativa e a verdade que só o tempo faz descobrir.
Outro, a surpresa do que nunca foi esperado.
Sonho e realidade, lado a lado.
Sob a mesma luz.
Ying e Yang, arroz e feijão.
Enfim, irmãos.
Filhos do meu amor.
Sob a mesma luz.
Diante de mim.
Eram dois e ao mesmo tempo um só.
Dois que, quando juntos, se transformam
num Ser feito de lembranças, desejo e afeto
que pulsa dentro de mim.
Sob a mesma luz.
Um, festa de 15 anos,
Outro, meus 20 e poucos
Um, a expectativa e a verdade que só o tempo faz descobrir.
Outro, a surpresa do que nunca foi esperado.
Sonho e realidade, lado a lado.
Sob a mesma luz.
Ying e Yang, arroz e feijão.
Enfim, irmãos.
Filhos do meu amor.
Thursday, March 20, 2008
Antes que as sílabas fugissem da minha boca,
seus olhos me descobriram sem pestanejar
Porque se tem coisa que o corpo não sabe é mentir.
Eu já não sei se o verde do seu olho é seu mesmo
ou se é o meu dentro de você.
Entendi que muito antes de ser palavra,
Amor é mergulho, queda-livre no olho do outro.
seus olhos me descobriram sem pestanejar
Porque se tem coisa que o corpo não sabe é mentir.
Eu já não sei se o verde do seu olho é seu mesmo
ou se é o meu dentro de você.
Entendi que muito antes de ser palavra,
Amor é mergulho, queda-livre no olho do outro.
Saturday, December 15, 2007
Contrato
- Dorme comigo?
Não fujo, me rendo.
Me rasga, me arranha,
Te mordo pra guardar na língua teu gosto.
No meu ouvido, sussurra o que eu quero ouvir,
sorrio de prazer e te agradeço:
- Também adoro você dentro de mim.
Enquanto dorme, te espio.
Naquele momento, te amo
e chego até a sonhar: perigo!
Me viro de lado e me deparo com um espelho
que me lembra as regras do jogo:
Entre nós só os lençóis
e, na manhã de chuva fina do dia seguinte,
dividimos apenas o guarda-chuva e o silêncio.
Não fujo, me rendo.
Me rasga, me arranha,
Te mordo pra guardar na língua teu gosto.
No meu ouvido, sussurra o que eu quero ouvir,
sorrio de prazer e te agradeço:
- Também adoro você dentro de mim.
Enquanto dorme, te espio.
Naquele momento, te amo
e chego até a sonhar: perigo!
Me viro de lado e me deparo com um espelho
que me lembra as regras do jogo:
Entre nós só os lençóis
e, na manhã de chuva fina do dia seguinte,
dividimos apenas o guarda-chuva e o silêncio.
Wednesday, September 26, 2007
Adeus
Entre sem bater
Me ame mesmo que doer
Perdoe meu punhal
Às vezes, é preciso sangrar
Das estrelas, engula o brilho
Chore doce, abrace a dor como um filho
Repouse em mim o seu pavor
Às vezes, é melhor morrer
Acenda a luz e estufe o peito
Na manga, ainda tem um ás:
Acorda pro amanhã, meu bem,
que o meu já não vem mais.
Me ame mesmo que doer
Perdoe meu punhal
Às vezes, é preciso sangrar
Das estrelas, engula o brilho
Chore doce, abrace a dor como um filho
Repouse em mim o seu pavor
Às vezes, é melhor morrer
Acenda a luz e estufe o peito
Na manga, ainda tem um ás:
Acorda pro amanhã, meu bem,
que o meu já não vem mais.
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